quinta-feira, 28 de agosto de 2008

nunca vou parar

caminho desviando dos carros
eles estão lentos, ando bem mais rápido que eles
motoboys loucos tiram fina de mim
vejo todos lá, bem distantes, no final
começo a correr, mto, mto
meu corpo esquenta e pingos de suor caem no chão quente
evaporam rapidamente
buzinas estouram meus ouvidos
sangram mto, mto e o sangue escorre até o chão
manchas vermelhas colorem o concreto
gritos, buzinas, sirenes, escuto tudo ao mesmo tempo
todos estão la, bem no final
corro, corro, corro
meus tenis não aguentam mais e se desfazem
a borracha vai ficando pelo caminho, enquanto meus pés pisam no chão quente
eles queimam mto
uma crosta se forma em minha sola
corro mais e mais e eles estão lá me olhando, bem no final
o tempo muda e cai uma chuva
corro, corro e a chuva me molha, me limpa e me alivia
agora tenho mais gas pra seguir em frente
continuo correndo, correndo
eles estão lá ainda, me esperando
corro, corro, corro
nunca vou parar

rascunho da viagem

toda vez eu tento, sempre eu tento
os pensamentos voam la pra cima, desaparecem no céu
entro em mim ou fora de mim
agora faço oq quiser
faça vc tbm, faça, fAçA, FAÇA!!
3 segundos pra descobrir quem é vc.
o grito vem da alma, mas não sai
olhos se apagam
buscar nunca é demais
perceber se for capaz
achar aquilo que te satisfaz
flutue agora ou vai cair em terra
pés pesados, bolas de ferro
estão me puxando, me prendendo
deixo essas porras pra lá
descarto como estou pra fingir quem sou
frente e verso
papel branco porem amassado
rabisco pra fazer um rascunho
gasto o lapis tentando definir.